Confusa manhã de Sol perdido acordou; noite se deitava. Dava-se à cama a moça recém despertada; lençol raspando a coxa nua, pouco à mostra, deixando ainda mais crua a cena passada. Continuavam audíveis, entre os cantos da alvorada, gemidos perdidos, pouco saciados, nos espaços da casa vazia, há tempos abandonada.
Sábio fim de noite, vícios vividos, brilha a bruma pelo breu: dia dava-se. Pálpebras inchadas, íris contorcidas, despenca no colchão o homem sonado, vencido, pouco à vontade em sua heresia. Garrafas sem alma e copos convencidos adornam o quarto quieto, após sonoras batalhas contra as palavras: saudade.
Era meia hora do meio-dia, ventos secos estacionavam as árvores, nada era vida; só o amor se dava. O homem pouco à mostra saiu em busca do dia; a moça muito à vontade o dia procurava. Encontraram-se e nem se viram: o homem almoçava vocábulos; a moça comida era.
A nascente noite estacionava – Lua não havia na história calma de pessoas pouco conhecidas. Berros tímidos quebravam a monotonia do vazio do espaço. Casa e quarto suavam, no frio da madrugada que os unia. Na cama ampla, a moça se dava à madrugada; no colchão de letras, o homem dava-se à sua cria.
BELO, BRAVO, BRAVÍSSIMO.
ResponderExcluirMEU AMOR ESTE CONTO ESTA INEXPLICÁVEL E IMENSURAVELMENTE BELO COM PALAVRAS AMOROSAS E POÉTICAS.
NUNCA LI CONTO MAIS BELO.
AMO-TE.
BEIJOS AMÁVEIS.
DE SUA DRE
Um dos meus prediletos Du!!!!!
ResponderExcluirM. A. R. A. V. I. L. H. O. S. O. !!!!!!
Estava com saudades de ler seus encantadores poemas, contos, crônicas...
beijooo
mamis
Adoro esse Duca.... Vamos que vamos, que a vida não pode parar.. beijos da Popo
ResponderExcluirOi Eduardo,
ResponderExcluirQue beleza de conto!
Gostei muito.
Como disse a sua mamis, eu também estava com saudades; valeu a pena esperar.
Abçs
Ecila
Querido Duca,
ResponderExcluirSim, valeu a pena esperar; sempre vale aguardar, não importa o quanto, por suas maravilhas.
O que dizer de seus contos,particular e especialmente deste seu último trabalho, de uma beleza que impressiona.
Estupendo, meu amor.
Sem palavras, você as usou com maestria!!!!!
Beijo.
Edu,
ResponderExcluirTento achar mais um adjetivo para dizer o quão MARAVILHOSO é voce e que delicia ler tudo o que voce escreve, porem tudo em vão, pois todos esse adjetivos já usados, portanto, deixo apenas o meu MUITO OBRIGADA por Deus ter dado a todos os seus familiares, amigos próximos ou não tão próximos a honra de poder desfrutar de LINHAS tão magnificas. Presente melhor não há!
Aceite meu beijo carinhoso, torcendo para que Deus continue a te iluminar!
Eliana
Duda,
ResponderExcluirMuito bom! Mas ficou-me uma dúvida: Ele era escritor ou praticante de incesto?
Abs.
P.S: Baixou??
Eduardo:
ResponderExcluirEntão, mais este conto...que bom.
Ela e ele: "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"..Tom Jobim.
Bravo, Edu!!
Abçs
Mariacampios
Dudu amei...lindíssimo, fluido,sensual. Parabéns. Bjs, Flávia
ResponderExcluirMuito bom heim filho?
ResponderExcluirParabéns.
Vá em frente, não desista.
Papis
Que LINDO Edu.
ResponderExcluirAMEI!!!!!!!!!!!!
Jurema
MAGNIFÍCO
ResponderExcluir!
Meu PRESENTE, que belezaa de conto.
ResponderExcluirFico sem palavras para expressar as emoções que sinto ao ler sua poesias, e seus contos.Que magnífico esse aqui.
Um beijo
Vovó Nina
O pior é que ela-dava..e que maravilha vc. nos DAR mais esse!!
ResponderExcluirValeu.
Tito
MUITO bacana!
ResponderExcluirMe agradou, Eduardo.
Marcelo
aí garoto, mandou bem.
ResponderExcluirQue bonito Eduardo, muito bem escrito.Parabéns.
ResponderExcluirBeatriz
lindo lindo lindo...gosto muito mmo do seu estilo de escrever. Parabéns. Lu
ResponderExcluirQUANTA SENSIBILIDADE TRADUZIDA EM POESIA. QUANTA PROFUNDIDADE . QUANTA VIDA PULSANDO NA ESCRITA. SUA POESIA NÃO NASCEU AGORA. ACHO QUE JÁ HAVIA NASCIDO COM VC. APENAS FOI PARIDA NA 25 HORA, UMA HORA NOVA, INCOMUM, CRIADA E CRIANDO POESIA. GOSTO. APENAS GOSTO MUITO. SE EXPLICAR, ESTRAGA, REDUZ, NÃO TRADUZ O QUE QUERO DIZER.
ResponderExcluirABRAÇOS,
HERA