segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SOCIALIGHTS






                                                           No inferninho,

                                        Duas garotas

                                       Vestidas com um véu

                                        Entre as coxas,

                                       Gritam palavras obscenas

                                       E xingamentos

                                                           Plurilingüísticos


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O PIOR É QUE - ELA - DAVA

       Confusa manhã de Sol perdido acordou; noite se deitava. Dava-se à cama a moça recém despertada; lençol raspando a coxa nua, pouco à mostra, deixando ainda mais crua a cena passada. Continuavam audíveis, entre os cantos da alvorada, gemidos perdidos, pouco saciados, nos espaços da casa vazia, há tempos abandonada.

       Sábio fim de noite, vícios vividos, brilha a bruma pelo breu: dia dava-se. Pálpebras inchadas, íris contorcidas, despenca no colchão o homem sonado, vencido, pouco à vontade em sua heresia. Garrafas sem alma e copos convencidos adornam o quarto quieto, após sonoras batalhas contra as palavras: saudade.

       Era meia hora do meio-dia, ventos secos estacionavam as árvores, nada era vida; só o amor se dava. O homem pouco à mostra saiu em busca do dia; a moça muito à vontade o dia procurava. Encontraram-se e nem se viram: o homem almoçava vocábulos; a moça comida era.

       A nascente noite estacionava – Lua não havia na história calma de pessoas pouco conhecidas. Berros tímidos quebravam a monotonia do vazio do espaço. Casa e quarto suavam, no frio da madrugada que os unia. Na cama ampla, a moça se dava à madrugada; no colchão de letras, o homem dava-se à sua cria.