Seu Menino negava: “ Não há Mula. Não”. Mas, assim sendo, era titicado: “ Eu vi a Mula, Seu Menino; Ela me levou”. Os boatos brotavam, a cidade sumia; Seu Menino redizia: “Não há Mula; não”. Só o Homem voltou, narrando que a tal Mula era bonita, encorpada; mas, de preferir, só o outro bicho, a vida toda – e a noite foi ficando fria.
Menino insistia, até dava fé, só, na negação da Mula. Seus primos esvaziavam, os caseiros foram levados, o povo ao léu secava e a tal cisma com a mula quedava-se a cada dia mais pessoal. Estava pronto para provar da sua teimosia a ele mesmo, bastava escutar a noite estacionar e o vento vir do Norte. Apressou-se pronto. Nu.
O olhar à noite é todo escuro, breu, mas não podia duvidar do seu pessoal. Estava despido, entregue ao frio, ao vento, à Lua. Congelou-se quando A viu: volumosa, dura, bem encorpada, com cabelos enrolados espraiados no ar, agarrando a sua carne, desnudada, entregue, apaixonada. Vestiu-se com o vermelho que surgia, violentado, prazeroso. Seu Menino provou a ele mesmo, tredizendo. Saiu assim, de par, para não negar mais nada.
Amei, meu amor. Lembro do dia em que eu o li pela primeira vez, e a sensação foi inexplicável - a cada conto, poesia crônica... me surpreendo cada vez mais com você!
ResponderExcluirDeixo aqui o meu apoio como sempre.
Lindo.
Dê sua mulher
Andressa
Nossa, eu meio que me senti "titicada" ao ler esse, filho.
ResponderExcluirDentro dam minha "ignorância" literária, parece um poema "estilo", Guimarães Rosa..Li e reli algumas vezes..pôxa, é MUITO talento..
É para quem pode e não para qualquer um..
Hiper beijo, parabéns..amei!!
mamãe,
amo vc!
Muito bom!!!!!! Tô orgulhoso primo. Parabéns! Abção.
ResponderExcluirDudu o que sua mãe falou foi o que eu pensei. Parece Guimarães Rosa, vou dar para meu sogro ler, ele adora este estilo. Parabéns. Bjs, Flávia
ResponderExcluirAe Duda, Vamo, p.... ! Parabéns pela iniciativa, nos brinde com seu talento intelectual assim como faz com o manual nas segundas.Estarei sempre aqui acompanhando e apreciando seus textos apesar de minha ignorância poética.
ResponderExcluirAbs.
Li, gostei, vou entrar aqui para ver mais.
ResponderExcluirTalentoso,vc.Parabéns!
Bom termos um lugar na internet para aprender e desfrutar de uma ótima leitura.
um abraço
Ecila
Nossa,maravilhoso!!!Adorei o seu blog, Quanto talento rapaz.Continue assim que você vai longe!!!
ResponderExcluirboa!..gostei.
ResponderExcluirTito
Um livro não basta, temos que conhecer outros trabalhos do autor...
ResponderExcluirCitações, muitas citações. “Reverenciais” teóricos! Muitos também. A escrita original jamais é objetivada tudo vira índice de frases feitas...
Quando li este poema, senti-me transportado para atemporalidade cognitiva...
Pouquíssimas palavras que se transformariam em uma peça de teatro...
Muito bom!!! Parabéns Eduardo!!!
Abração do louco do seu amigo Ivan
Um dia eu perdi um menino, e aí veio vc.
ResponderExcluirPassei a chamá-lo de "meu presente"; Deus me mandou vc.Que alegria empurrar o carrinho para levá-lo passear, sempre cantando as cantigas que um dia cantaram para mim quando pequena.Lembra do elefante?, do bondinho?.Apartir daí, neste Blog, vc. prova que é o MEU PRESENTE!!!!
Meu carinho para sempre
Vovó
Dudú,você continua a ser meu presente,e cada vez mais presente,à cada vez que leio os contos ou às poesias lindas que brotam dessa sua (cadecinha) iluminada.
ResponderExcluirDeus te abençoe
Da sua avó Nina.
Esse aqui, é para pensar e pensar..seu estilo é impar.
ResponderExcluirGosto, melhor estou contemplando.
Mariacampios
Nossa, Eduardo, GOSTEI e MUITO
ResponderExcluirTe desejo sucesso
Abç,Mara
Boa tarde Eduardo,
ResponderExcluir`Hoje, um amigo me passou seu blog.
Fantástico. Gostei muito
Abçs
José Augusto
"seu menino"
ResponderExcluirtu é bom!!!
Jurema
Mas que Legal esse aqui!
ResponderExcluirPaulo